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Policial que agrediu advogada se justifica: “Ninguém viu o que aconteceu antes do vídeo”

O policial Allan Kardek se pronunciou pela primeira vez sobre o vídeo que viralizou na internet, e se disse um “homem de bem”

O policial Allan Kardek, que deu dois tapas na advogada Astésia Teixeira, se pronunciou sobre a repercussão do vídeo que mostra a agressão, e se justificou dizendo que é humano, em um texto que ele postou em seu Facebook. O policial diz que “atiraram pedras” nele, mas que até agora leu e ouviu tudo calado.
No início da postagem, ele diz que caberá à Justiça o julgar e que ele confia na imparcialidade de quem o fará. “Não adentrarei nos fatos específicos vivenciados no último domingo na Beira Mar. Aguardo e confio na imparcialidade dos meus julgadores que deverão atuar com todo o desprendimento que lhe são peculiares, sem extremismos, na justa justiça”.
Ele dá a entender que aconteceu algo antes do momento da gravação do vídeo que pode justificar a agressão. “Existem muitas verdades para além dos poucos segundos de gravação. O que aconteceu antes do fragmento do vídeo viralizado? Infinitos segundos, cruciais segundos”.
O policial ainda comenta sobre as acusações de misoginia. “Algo que jamais seria, pois não combina com o aprendizado recebido, por legado, de meu pai que é amar e respeitar as mulheres. Sou muito bem casado, amo minha esposa Carol, e Deus ainda me coroou por herança, um presente rosa, minha filha, minha amada e muito esperada Cecília”, assegura.
Allan relata sua vida, fala sobre seus pais, que são do interior e vieram para Fortaleza em busca de melhoria de vida, então foram morar na periferia, onde construíram suas histórias e viveram alegrias.
A advogada Astésia Teixeira relata que estava fazendo caminhada na Beira Mar e, no momento presenciou um assalto, em que a vítima era adolescente e foi agredida pelo assaltante. Em seguida, ela viu que os policiais se aproximavam, então resolveu contar o que testemunhou, porém foi agredida com dois tapas no rosto.
Astésia afirma que o policial é “despreparado para a função”, além de usar de abuso de autoridade. A vítima da agressão e Marcelo Mota, presidente da Ordem dos Advogados do Estado do Ceará (OAB-CE), esperam as punições cabíveis ao policial e que ele seja expulso.
A Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (Assof) emitiu uma nota nas redes sociais falando sobre a investigação do caso e em defesa do profissional militar.
Na nota, a associação reconhece o fato e que as investigações do ocorrido já aconteceram, porém critica o fato que o policial já está sendo julgado pela opinião pública, e que o profissional não teve direito de defesa.
Confira o vídeo da agressão:
Fonte: Tribuna do Ceara
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