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Atleta de Icapuí representa o Brasil nos EUA

O caminho até 2020 ainda é incerto. Daqui para lá, ainda tem muito treino, suor, viagens e torneios antes que o passaporte possa ser, enfim, carimbado. Mas a estrada que leva aos Jogos Olímpicos de Tóquio já começa a ser trilhada pelo artista marcial cearense Vitor Hugo Lima, 18 anos.O atleta de taekwondo desembarcou em solo norte-americano para disputar o US Open Taekwondo 2017 — o primeiro passo para pontuação do ranking olímpico. 

 A competição reúne 1.5000 atletas e segue até o dia 3. Aos vencedores de cada categoria serão creditados 20 pontos no ranking. Este é o primeiro torneio como adulto de Vitor, que em 2015 figurou na seleção brasileira juvenil. Natural de Icapuí (202 km de Fortaleza), ele é filho de uma agricultora e de um pescador. E um dos incentivos para continuar no taekwondo, mesmo quando patrocínio é difícil, é ser motivo de orgulho de dona Dirlene e do seu César.

“Em Icapuí todo mundo me conhece e é por conta do esporte. Essa é imagem que eu quero sempre passar para os meus pais: que o trabalho está sendo feito e bem feito”.

Ele cursa  Agronomia na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), em Mossoró-RN. A escolha se deu por querer “continuar os passos da mãe”. Vitor é o 7º colocado no ranking nacional na categoria 74 kg — o cearense melhor classificado na sua divisão e o segundo no geral, atrás de Everton Santos, 4º na categoria 80kg.

Para o técnico Adriano Rebouças, 27, que o viu chegar desengonçado, aos 9 anos, tido como gordinho e baixinho para o esporte, hoje, Vitor, tem a seu favor a altura de com 1,93m. 

“É no que ele leva vantagem: conseguir atingir o adversário sem precisar se aproximar e correr o risco de levar o contra-golpe”, detalha. 

O que há para melhorar? A defesa. Nada que impeça a determinação do menino que sonha em refazer o roteiro de Diogo Silva, campeão do Pan de 2007, seu ídolo. 

 “Sempre sonhei em chegar à seleção brasileira, repetia isso pra mim todos os dias. Não foi da noite pro dia, a luta durou vários anos até que em 2015 eu consegui. Aí veio a meta de conseguir medalha internacional, consegui duas: bronze do Pan Juvenil e prata no Sul-Americano. Agora, o sonho é ter a vaga na Olimpíada”.

Números 7º - É o posto que Vitor ocupa no ranking até 74kg. Outro cearense, Everton Lemos, é o 4º na 80 kg. 


 Fonte: Jornal O Povo

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